O que é abuso sexual e como prevenir?
Em função do recente depoimento da Xuxa no Fantástico, das discussões que aconteceram no
dia 18 de maio – Dia Nacional do Combate
ao abuso de crianças e adolescentes e da grande mobilização social sobre
pedofilia, muitos leitores enviaram e-mails com dúvidas acerca do que é
precisamente considerado abuso sexual e como preveni-lo.
Existem
duas formas de abuso sexual contra crianças, a saber, sem contato físico, geralmente com “cantadas” obscenas, exibição
dos órgãos sexuais com intenção erótica, pornografia infantil como, por
exemplo, fotos e poses pornográficas ou até mesmo de sexo explicito com crianças
e adolescentes. Com contato físico, por
meio de beijos, carícias nos órgãos genitais, ato sexual (oral, anal e
vaginal). O abuso pode ocorrer sem emprego de violência usando-se de sedução,
persuasão, mediante presentes ou intrigas e pode ocorrer também com emprego de
violência usando-se força física e ameaças verbais.
Na
forma de exploração sexual, o agressor pode pedir ou obrigar a criança ou jovem
a participar de atos sexuais em troca de dinheiro ou outra forma de pagamento
como passeios, presentes, comida, entre outros.
O
abuso sexual pode acontecer nos mais variados lugares, a começar pela própria
casa, parques, ruas, praia, vizinhança, escolas, consultórios médicos,
transportes públicos e particulares, ou através do telefone e do computador.
Muitas
pessoas têm dúvidas acerca do perfil do agressor, algo bastante comum, pois na
maioria das vezes, são pessoas aparentemente normais e do circulo de confiança
da criança e do adolescente como, por exemplo, familiares, amigos, vizinhos,
colegas ou até mesmo seus responsáveis. Podem também ser desconhecidos que
abordam a criança ou adolescente pessoalmente ou pela internet. Eles criam um
laço de amizade o que viabiliza um encontro a sós com a vítima.
Os
pedófilos freqüentemente agem se infiltrando na vida da criança dando o que ela
quer, gosta ou precisa. Assim, ele diminui a chance de ela se defender das
situações de abuso e de negar a seus pedidos. Ele faz com que a criança se
sinta devedora da ajuda recebida. É comum o agressor apresenta-se como um
adulto alegre, participativo e cooperativo, sempre disposto a atender um desejo
ou a necessidade da vítima.
O
pedófilo na maioria das vezes dá presentes, doces, brinquedos, roupas, etc.
Geralmente sem motivos e às vezes caros. Conhece filmes, artistas e programas
infantis e oferece passeios sem a companhia dos pais.
Caso
identifique um caso de abuso, apóie a vítima e leve-a para um atendimento
médico e psicológico rapidamente. Esteja disponível para ouvi-lo sem
censurá-lo. Incentive-o falar sobre o
aconteceu, mas sem muitas perguntas e comentários. Em momento algum o culpe
pelo que aconteceu e informe às autoridades.
Os
sinais mais comuns que indicam que uma criança ou adolescente foi vítima de
violência sexual são hematomas e lesões genitais e anais, ganho ou perda de
peso, enurese noturna (fazer xixi na cama ou na roupa), ecuprese noturna (fazer
cocô na cama ou na roupa), gestação (no caso de adolescentes), doenças
sexualmente transmissíveis e sono perturbado com pesadelos ou agitação.
O
comportamento da criança muda em vários aspectos, ela costuma se tornar retraída
e perde a confiança no adulto. Fica aterrorizada, deprimida e confusa. Apresenta medo elevado de ser castigada,
algumas vezes sente vontade de morrer. Perde o amor próprio, tem queda no
rendimento escolar e apresenta sexualidade não correspondente a sua idade.
Os
pais precisam ficar atentos, saiba sempre onde, com quem e o que seu filho está
fazendo. Ensine seu filho a não aceitar
convites, dinheiro, comida, favores de estranhos, especialmente em troca de
carinho. Esteja presente em consultas médicas. Converse com seu filho,crie um
ambiente familiar tranqüilo, de respeito e confiança. Conheça os amigos dos
seus filhos, principalmente os mais velhos. Supervisione o uso da internet,
existem várias ferramentas e softwares gratuitos que permitem controlar o
acesso a internet. Reforce sempre a importância de jamais fornecer senhas de
internet a outras pessoas, por mais amigas que seja. Oriente-o a não responder e-mails de
desconhecidos, muito menos enviar fotos ou fornecer dados como nome, idade,
telefone, endereço, etc.
Proteger
a criança e o adolescente é um dever de todos, quando a sociedade finge que não
vê algo acontecendo fica mais difícil minimizar a violência.
Proteja nossas crianças!
Helen F. de Abreu Pereira
Fonte: Cartilha da campanha todos contra a pedofilia

Nenhum comentário:
Postar um comentário