quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Gentileza é genética?



Olá Pessoal!
Que gentileza e educação é uma questão de "berço" todo mundo já sabia. Mas, agora de acordo com alguns cientistas,  pessoas dotadas de um certo traço genético são mais gentis e carinhosas do que as demais e essa característica pode ser rapidamente identificada por estranhos, revelou um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá. 
Essa variação é relacionada com a oxitocina, gene receptor também conhecido como "hormônio do amor" porque costuma se manifestar nas relações sexuais e incita comportamentos sociais como união e empatia. 

Os cientistas desenvolveram um experimento no qual 23 casais, cujos traços genéticos eram conhecidos dos pesquisadores, mas não dos observadores, foram filmados. Pediu-se a um dos membros do casal que contasse ao outro sobre um período de sofrimento de sua vida. Os observadores deviam observar o ouvinte por 20 segundos, com o som desligado. Na maior parte dos casos, os observadores conseguiram identificar quais ouvintes tinham o "gene da gentileza" e quais não. "Até mesmo a variação genética mais sutil pode ter impacto tangível no comportamento das pessoas e essas diferenças comportamentais são rapidamente notadas pelos demais", explicou o autor do estudo, Aleksandr Kogan.

 O estudo foi publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences". 

Alelo está ligado ao autismoOs participantes da pesquisa foram testados e identificados como detentores dos genótipos GG, AG ou AA para a sequência de DNA do gene receptor de ocitocina. As pessoas com duas cópias do alelo G foram geralmente consideradas mais empáticas, confiáveis e amorosas.

As dotadas dos genótipos AG ou AA tenderam a dizer que se sentiam menos confiantes de modo geral. Pesquisas anteriores demonstraram que esses indivíduos também apresentavam um risco mais elevado para desenvolver autismo.

Tudo bem que a genética influencia também na habilidade de ser empático e gentil, no entanto, da mesma forma que pessoas que tem uma pré-disposição genética para obesidade, diabétes, hipertensão,alcoolismo etc., podem adotar comportamentos e hábitos para evitar o mal, o mesmo pode acontecer com quem não foi beneficiado com o gene da gentileza! 

Grande abraço e até o próximo post!

Helen Abreu

Fonte:Jornal O tempo.

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